sábado, 7 de abril de 2012

À Procura da Felidade Cap. 39 - Não chore mais Manoela.

No dia Seguinte...

Acordei e ainda estava no hospital. Eu queria sair logo de lá, pois não aguentava mais ficar naquele lugar. Também não me lembrava de nada, mas não conseguia parar de pensar na Manoela. Ela parecia muito triste por eu não lembrar dela e nem dos meus amigos. Já os considerava meus amigos. Logo que acordei vi minha mãe sentada no sofá que tinha em meu quarto. Ela estava dormindo. Resolvi deixá-la dormir. Depois de uns minutos o Doutor entrou no quarto dizendo:
Doutor: Bom dia Justin. Como você se sente nesta manhã?
Jus: Estou bem, mas ainda não me lembro de nada.
Doutor: Isso vai demorar um pouco Justin. Eu andei olhando os resultados dos seus exames e vi que a pancada na cabeça afetou um lado do seu cerábro e isso causou a perda da memoria.
Jus: E não tem previsão para saber quando ela volta?
Doutor: Sinto muito Justin. Não temos previsão, mas não perca as esperanças. Veja só pensamos que você nunca se recuperaria do coma e olha só pra você.
Jus: Obrigado Doutor.
Doutor: Bom, tenho que ver os outros pacientes. Quer que eu acorde a sua mãe?
Jus: Sim, por favor!
Ele foi até minha mãe e a cutucou dizendo:
Doutor: Dona Pattie. O Justin acordou!
Pattie: Ah obrigada Doutor.
Minha mãe se levantou e o Doutor se retirou. Ela veio até a mim e disse:
Pattie: Então, filho o que ele disse?
Jus: Veio me falar os resultados do exames.
Pattie: E aí sua memória vai voltar quando?
Jus: Não sei... Ele falou que é a mesma situação do meu coma.
Pattie: Então...
Jus: Sim! Pode voltar só que não tem previsão, mas também pode não voltar!
Pattie: Ai filho. Será que você nunca terá paz?
Jus: Eu me pergunto isso todos os dias.
Eu abaixei minha cabeça e minha mãe a ergueu dizendo:
Pattie: Não fique assim querido. Deus nunca nos abandonará!
Jus: Tomara!
Pattie: Eu vou buscar um café da manhã reforçado para você.
Jus: Brigado!
Pattie: De nada. Faço tudo para meu filho querido.
Minha mãe saiu e eu fiquei ali deitado. Esperando que minha memória voltasse.
Justin Of.
Liny On.
Hoje eu acordei cedo. Resolvi ir até a casa da Manuh, pois ela ficou muito abalada com a perda da memória do Justin. Sei que não devíamos esperar que memoria dele volte do nada, mas ele precisava expulsar a gente daquele jeito do hospital? Não gostei nada da atitude dele! Cheguei na casa da Manuh por volta das 13:00 e ela ainda estava no quarto. Quem me atendeu foi a Dona Helena:
Helena: Oi Liny. Ainda bem que você está aqui!
Liny: Oi Tia Helena, por que o que houve?
Helena: A Manuh está trancada no quarto e não quer sair.
Liny: Ah pode deixar que vou tirar ela de lá agora.
Helena: Obrigado, pode subir.
Liny: Deixa comigo!
Eu subi as escadas rapidamente e bati na porta dizendo:
Liny: Manoela, sou eu abre a porta aí!
Manuh: Não Liny! Quero ficar sozinha!
Liny: Abre logo senão eu arrombo.
Manuh: Você não seria capaz.
Liny: Ai Manuh, depois de tantos anos de amizade você ainda duvida de mim?
Manuh: Tabom, eu abro! Não arromba.
Ela abriu a porta rapidamente eu disse:
Liny: Achou mesmo que eu ia arrombar a porta?
Ela disse dando as costas e se jogando na cama:
Manuh: E eu ainda caio nessas suas pegadinhas.
Eu entrei no quarto e disse:
Liny: Por que você tá na cama? Já é uma da tarde fia.
Manuh: Vou morrer aqui. O Justin não se lembra de mim. Não lembra de nada do que vivemos. Como vou aguentar isso?
Liny: É eu sei! Isso não é nada bom, mas a vida continua.
Eu fui até a janela e abri as cortinas ela gritou:
Manuh: Ai meus olhos. Estou cega!
Liny: Para com isso Manoela! Levanta logo e vamos até ao hospital!
Manuh: Pra que? Pro Justin expulsar nós de novo?
Liny: Se ele fizer isso eu digo poucas e boas para ele. Depois desse mês de agústia que passamos, vamos perder ele por causa dessa frescura? Nada disso. Vamos até lá falar com o Doutor Simon e ver se tem alguma coisa que podemos fazer para ajudar na recuperação da memória dele.
Manuh: Será que tem alguma coisa para nós fazermos?
Liny: Claro! Toda doença tem sua cura. Agora se arruma que daqui a pouco dá a hora da visita!
Ela me abraçou e disse:
Manuh: Você é incrível Liny!
Liny: É! Eu sei!
Ela tomou um banho e se arrumou. Pedimos para a Tia Helena nos levar até o hospital. Ela concordou. Não demoramos muito para chegarmos até o hospital. Chegamos na recepção e encontramos a Tia Pattie lá. Ela nos viu e disse:
Pattie: Oi queridas! Vieram ver o Justin?
Manuh: Oi ! Sim! Ele já acordou?
Pattie: Sim. Ah foi ótimo vocês terem aparecido.
Liny: Ah é e por quê?
Pattie: Porque eu estava aqui justamente para pedir que alguma enfermeira ficasse com o Justin para eu ir em casa tomar um banho e buscar algumas roupas dele.
Manuh: Ah tudo bem. Pode ir, nós ficamos com ele.
Pattie: Ai muito obrigado.
Liny: Que isso, vai ser um prazer.
Pattie: Ah meninas e me desculpem por ontem. O Justin foi meio rude com vocês. Eu o repreendi quando vocês saíram!
Manuh: Tudo bem eu entendo.
Liny: Eu o desculpo, afinal ele não tem culpa de perder a memória.
Pattie: Ai vocês são uns amores. Bom, vou indo. Não vou demorar ok?
Manuh: Tabom!
Liny: Fique á vontade.
Pattie: Tchau.
Manuh/Liny: Tchau.
Demos entradas como visitantes e seguimos para o quarto do Justin. A Manuh bateu na porta e o Justin disse:
Jus: Entra!
Nós entramos e ele ficou nos encarando. Notamos que ele estava assistindo tv. Ele disse:
Jus: De novo vocês aqui? Não escutaram o que eu disse ontem ou vocês também perderam a memória.
Eu engoli essa patada a seco. Quando eu ia responder a altura a Manuh disse:
Manuh: Calma Justin. Só viemos ver como você está.
Jus: Já viram! Minha memória ainda não voltou se era isso que vocês queriam saber. Agora podem ir embora.
Dessa vez eu não aguentei. Ele falava aquelas coisas muito tranquilo e nem olhava para a gente. Dava aquelas patadas olhando para a tv como se nós apenas estivessimos ali para encomodá-lo. A Manuh abaixou a cabeça e disse:
Manuh: Vamos embora Liny, foi má ideia vir aqui!
Eu disse meio alterada:
Liny: Nada disso. Escuta aqui Justin você está agindo muito errado com a gente. Você poderia ser mais simpático.
Ele não disse nada ficou olhando para tv como se eu não estivesse ali. Eu puxei o controle remoto da mão dele e ele disse:
Jus: Ei!
Liny: Vamos ver se assim você me escuta. Nós somos suas amigas e se você continuar agindo assim não vamos poder te ajudar.
Jus: Por que vocês apenas não me deixam em paz?
Liny: Por que amigos não abandonam uns aos outros, embora você esteja agindo assim não vamos te abandonar... Nunca!
Ele abaixou a cabeça por alguns instantes e disse ainda de cabeça baixa:
Jus: Por que vocês querem me ajudar tanto?
Liny: Por que te adoramos!
Manuh: É Justin! Deixa a gente te ajudar!
Ele pensou e disse:
Jus: Ok! Só não quero se iludam muito. O Doutor disse que minha memória não tem previsão para voltar.
Manuh: Tudo bem. Eu sempre tive esperanças de que você ia acordar e olhe para você acordou.
Jus: Que bom! Então, o que vocês querem saber?
Liny: Bom, primeiro queríamos saber qual a última coisa que você se lembra?
Jus: Eu não tenho certeza, mas me lembro do primeiro dia de aula acho que era desse ano. Eu estava desanimado, pois não gostava muito de ir ao colégio...
Manuh: E por que? Você se lembra?
Jus: Sim, porque tinha um garoto que sempre pegava no meu pé... O nome dele eu não me lembro, mas ele sempre me odiou!
Liny: É apenas disso que você se lembra?
Jus: Sim, porque?
Manuh: Por que foi nesse dia que você nos conheceu!
Jus: Mas, eu não me lembro. Eu apenas me lembro de ter levantando e tomado um banho.
Liny: Estranho! E antigamente você não se lembra?
Jus: Não está tudo borrado.
Manuh: Hum...
Jus: Ah eu também me lembrei de um nome, acho que ela é algo minha.
Liny: Sua? Então é uma menina.
Jus: Sim, acho que é minha namorada.
Eu olhei para a Manuh e ele continuou dizendo.
Jus: Pelo menos eu acho. Eu lembrei o apelido dela.
Manuh: E qual é?
Jus: Eu acho que é Sel... Peraí! O nome é Selena! Vocês conhecem alguém com esse nome?
Eu olhei para a Manuh que ficou triste na hora. Os olhos dela se enxeram d'água. O Justin notou e disse:
Jus: Manoela você está bem? Porque chora?
Manuh: Não é nada... Eu tenho que ir!
Ela saiu apressada e o Justin não entendeu nada. Eu o olhei e ele disse:
Jus: Disse algo de errado?
Liny: Ela está emocionada por você. Eu já volto.
Eu corri atras da Manuh que estava sentada na recepção chorando. Eu me sentei ao lado dela e disse:
Liny: Ai amiga calma, ele nem sabe quem ela é.
Manuh: Como ele se lembra dela e não se lembra de mim?
Liny: Ele se lembra apenas do nome. Não dela.
Manuh: Não importa se é só o nome ele se lembrou.
Liny: Volte para o quarto ele não entendeu nada. Explique para ele o que há com você!
Manuh: Vou explicar o que?
Liny: Por que você fica tão triste quando o assunto é ele. Aposto que ele deve estar se perguntando isso nesse exato momento.
Manuh: Tabom amiga. Eu vou lá!
Liny: Primeiro se recomponha e seque essas lágrimas.
Manuh: Tudo bem, eu vou lá.
Liny: Vou no banheiro e depois na lanchonete daqui a pouco eu volto.
Manuh: Beleza.
Liny Of.
Justin On
Não entendi porque a Manoela ficou triste de repente. Não gosto de vê-la triste e ultimamente ela anda sofrendo demais e tudo por minha causa. Não sei porquê mais me sinto mal quando ela chora. Meu coração chega a doer. Ela saiu e a Liny foi atrás dela. Depois de uns 5 minutos. A Manoela voltou ainda com os olhos vermelhos e eu disse:
Jus: Por que anda tão triste Manoela? Ah como se eu não soubesse! É tudo culpa minha eu sei.
Manuh: Não Justin...
Jus: É sim! durante esse mês só fiz todos à minha volta sofrer, meus amigos, minha mãe, você... Me desculpe. Não gosto de te ver triste e não sei porque, mas sinto que gosto muito de você e não suporto vê-la sofrer. Eu sinto muito.
Eu fiquei olhando para ela. Como ela é linda. Ela veio até á mim e sentou na minha cama e deixou escorrer uma lágrima. Eu disse:
Jus: Por favor, não chore mais Manoela.
Ela se recostou sobre o meu peito e eu a abracei. Senti que estava a protegendo. Ela disse:
Manuh: Estou chorando de alegria. Também gosto muito de você.
Ficamos abraçados. Eu não queria nunca mais sair daquele abraço. Depois de uns 20 minutos a Liny voltou. A Manoela adormeuceu em meus braços. A Liny entrou e disse:
Liny: Mais é uma dorminhoca mesmo. Dormindo em cima de um paciente.
Jus: Tudo bem, ela tem passado por tempos difícies. Ela precisa se desligar um pouco.
Liny: Ain que Lindo.
Jus: O que?
Liny: Você está protegendo ela.
Jus: É claro que não.
Liny: Então porque você abraça ela com tanto carinho?
Jus: Você é sempre chatinha assim?
Liny: Ahan e vá se acostumando!
Jus: Eu mereço. Bom, vamos continuar com as perguntas.
Liny: Tabom.
Continuamos com as perguntas durante um tempo. Tomara que esse método funcione...
MAIS TARDE...


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